Mar 21, 2007

perguntas-me quem sou?

Como não sou poeta, das palavras do poeta me valho... e à pergunta também respondo: nome de Cristo eu nem existo... mas querendo tu... amor... tudo serei... nada de novo a leste do paraíso... aliás, creio que nem a norte, nem a sul... nem, quiçá, a oeste...
E, no entanto, num recanto anterior do meu cérebro mais primitivo jaz a memória do que poderia ser tu te ti tigo... para além da efémera troca de duas ou três frases de interesses desencontrados: eu queria um sim... tu dizias que não... tu tinhas a faca, eu tinha o queijo... nenhum tinha o pão... eu certamente não!
farinha e fermento, alguma água e muita amassadura... até ficar lêvedo... mas tu insistias no não... jamais comemos o pão que um pobre diabo amassaria...
tocaste-me de leve... pedias que sim ou dizias que não?
depois... depois esgueiravas-te por onde podias... passavas no meio da gente para que te não visse... esgueiravas-te por entre os meus dedos que nunca te tocaram, nem de leve, mesmo quando dizias que não e eu desejava que me pedisses que sim... desencontros na vida... mesmo quando trinco uma torrada de pão lêvedo e me lembro de ti... diáfana imagem distante e leve, perdurando, apenas na parte quase mais remota do meu cérebro quase ao léu... quase já sem neurónios para discernir nãos que podem querer dizer sim... e absolutamente despido de neurónios disponíveis para aceitar sins que irreplegivelmente querem dizer não... sonho entorpecido... imaginando que a realidade é...
But, in the end, o onírico não é... e entre o ser e o não ser e o estar e o não estar... fico... como quem jaz morto e desaparece num ermo vale, sem algibeiras aladas, ou alvos lenços de criadas velhas... aquele que inevitável e irremediavelmente foi ou é: o menino-de-sua-mãe... apenas... como todos os meninos-de-suas-mães foram e serão sempre... apenas e só: filhos-de-a-mãe... :-))))))))))))

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