Mar 6, 2007
espiral-medusa
confesso que não sei se aconteceu... o melhor mesmo é não confessar e ir directo ao assunto... naquela estrada... a tal da foto da Cris (será ofensivo?? - se for, remodelo), naquele exacto lugar... enfim, dois ou três dedos ao lado... mas, certamente, num outro tempo, o que faz, para efeitos de confissão que se trate, necessariamente, de um outro espaço-tempo, comia muito devagar a crosta de uma chamuça, depois de lhe tirar toda a cebola e mais algum bocadito de recheio sobrante que parecesse cebola, porque cá para mim, cebola é só mesmo crua, de preferência com boroa e azeitonas... mas adiante, estava eu naquela azáfama, quando tropecei num copris que por ali andava a fazer mesuras estranhas a um pfz... e zás, caio, outra vez numa brecha espacio-temporal que me levou muito para lá daquelas núvens purpúreas da "Crisfoto" a lembrar os tempos em que a bela aurora das faces rosadas se deixava passear graciosa no carro do sol... bons tempos aqueles em que as moçoilas não precisavam de base para alegrar as faces e desfazer uma ou outra mazela... desde as reticências eu não escrevi nada disto, ponto final, fiquei meio atordoado pela passagem pela tal brecha e até um pouco indignado, porque o cópris que agora já eram dois, um casal, penso e o pfz que passou a ser três, não paravam de se enlear nas minhas pernas e dificultar-me a progressão... eu naquele enredo e os ponteiros do cronómetro sem saberem se haviam de avançar ou recuar. Era imperioso, lá e então tomar uma decisão! avancei quase furioso... pior a emenda que o soneto caio disparado pelo infinito abaixo, tentando agarrar-me a algum trapo de nuvem que por ali pairasse, tudo em vão... mais rápido que a bala de um canhão do século XV em direcção a uma chamuça estaladiça cheia de cebola ainda a fumegar dei por mim, sem airbag, com a cabeça enfiada entre duas páginas do the new drawing on the right side of the brain da betty edwards, os óculos estavam meio amarfanhados na testa, afastei-me do livro, ainda incrédulo e consegui ler: drawing attention to states of consciousness... ok pensei... ok... só me resta gritar Monangambwiiiiiiiiii, subir às palmeiras e beber marufe... mas onde estavam as palmeiras? olha, não tive outro remédio senão voltar a enfiar a cabeça no meio das páginas do livro da betty e esperar pela próxima brecha espacio-temporal até que copris e pfz's me acordassem...
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