Jun 23, 2009

o dia mais longo do ano

Queria falar de quimeras,

Queria falar de sonhos ao entardecer,

Imaginar beijos infindáveis,

Sonhar lábios ferventes,

Sentir tua coluna crispada,

Sob meu tacto vagabundo,

Não saber do sangue,

Nas veias sobressaltado,

Se meu, se teu, talvez,

Num só, prolongado,

Amor, paixão, prazer

Sob o manto da noite

Nós dois colados,

Por suores e gritos

Embriagados de êxtase

Uma e outra vez,

Rompendo Auroras

Sorvendo odores

Indagando à carne

Benefícios de espírito

Eu e tu em afã divinal,

Apenas…

May 14, 2009

Essence

Inevitably,

In its essence,

Tangentially more absolute, my present,

Little differ from my past,

By extrapolation,

Little will differ from my future.

My present,

Backwards projected,

Or onwards projected,

As if a lighthouse was,

Sweeping east and west,

Centred in the glass room,

Of the mirror trick,

Where searchlight of fire if reflected,

Refracted and propagated on space,

Being successful the mist of the time,

As the lighthouse light,

Present is sum

Of moment of ours,

The image in the others,

Searchlight and mirror,

Glassware’s and fog.

Sea that extends

In your warm body,

Of my future memories,

Past participle of a verb

Inevitably regular,

Tangentially absolute,

In its most rich variations.

Perhaps in this time-space,

Where I sit down,

In the calm park bench

Where I tergiversate

In Contemplation,

However of the bending oldness

However of the naughty childish

With pinafore dressed,

Feel my lips in your flesh in flame,

Now, yesterday or, tomorrow…

However, always, always,

An heavenly and fleeting instant!

Mar 28, 2009

Lotus

Above all we should preserve love we're receiving. Love will survive after wellfare and wellbeing disappear... But what is such thing we use to call love??? Clearly a feelling among so many other human mind have develloped under the mankind path to express the understanding of the exterior world... In this bipolar universe of us or, of the culture of us... love-hate; pair-impair; fair-unfair, black-white... That is why sometimes we feel to experience good luck and good fortune, and when we do, oh how joyful and exciting it is! Getting a phone call out of the blue from the person you’ve fancied for ages asking you out on a date, friends and family throwing you a surprise party –all these experiences or surprises make us feel on top of the world. Conversely, when you hear through a friend that your lover is seeing someone else, your bank account surprisingly turns down, or you lose a loved one – these experiences and shocks can leave us emotionally devastated,feeling as though the world is somehow against us. Anyway if we are able to preserve love we are receiving, clearly we are in the way to achieve the enlightment that helps us to follow in the highway of our destiny...

Mar 15, 2009

My eyes are such eyes and it is with these eyes that I can see in the world what others with anothers eyes do not see... My world is such a world that only my eyes can see as anothers worlds by others sights can be seen... My heart is such an heart a heart that feels feelings of the heart in my mind remains In those memories: Your look Your hook Your mood Your wood of fairy tails Your light Your life water Your joyful Your sadness Your silence Your desire Your warm Your hapiness In a glance spring falls fair well in a dance... on a fullmoon shadow... In this silent dance my ears encompassing the hearts ritms my eyes reading love signs touching the darkness of each long night!!!

Jan 9, 2009

Não haverá lágrima que não seque, nem dor que não ensine

Haverá sempre coisas contra as quais não se pode lutar... poderes instituídos, pobreza de espírito que não se muda, carências materiais que não são recuperáveis nem estão ao nosso alcance compensar. E, como continuava alguém com muito mais sabedoria que a própria idade possa denotar, afinal, enquanto houver vontade e bondade... não haverá lágrima que não seque, nem dor que não ensine. Pois não! E à esperteza, por vezes lapuz, do rato, cujo ano na tradição chinesa ora termina, vai suceder-se, a partir de 26 de Janeiro o ano do búfalo, ou o ano do boi, simbolizando o regresso à terra de pés bem assentes, pondo fim ao ilusório, ao efémero, à arrogância especulativa. Será o retorno ao trabalho concreto, à produção tal como ditam as referências primordiais, a volta à realidade nua e crua contra as mensagens-bolas de sabão de prosperidade e facilidade que hiper-pluri-transversalmente se queria fazer acreditar, um pouco por todo o planeta. Diz quem sabe, que o ano do boi não preconiza pessimismo, ou qualquer tipo de ameaça, representa, antes o retomar de sonhos esquecidos numa qualquer gaveta da nossa memória, dá-nos a força voltar a trabalhar projectos abandonados, quer na nossa vida pessoal, quer a nível da consciência planetária, aplicando os valores humanos de modo mais equilibrado e de forma mais determinada. Por oposição à esperteza lapuz, não se pede nem conformismo nem alienação, antes, em consciência plena se faz um apelo à unidade da humanidade, no sentido da mobilização dos saberes colectivos que permitam incrementar a inventividade, a fantasia, a imaginação e a criatividade, com o objectivo de contribuirmos para a construção de uma sociedade mais livre, mais justa, mais equilibrada... mais humana, afinal!!!!

Jan 3, 2009

Cronos talvez... adiado

Pedindo, licença baixinho, "like me :)", qual pinguim solitário, foste insinuando, num crescendo insistente e incontornável, a tua beleza inigualável. Vieram promessas de amores proibidos, em lugares para lá da realidade plausível. Noites de insónia, de fascínio, de embriaguês de desejos incontidos e inconfessáveis. No jogo erotizado da cabra-cega, acendendo o rastilho de fogo-de-artifício multicolor, levavas-me, sorrindo, pela mão, fazendo-me desviar dos obstáculos que o caminho nos trazia, alimentando a minha sensação de segurança: nada de lugares escusos, nada de inconfidências temerárias, simples e naturalmente,no silêncio febril, serviste-me o teu corpo, em elegante taça de licor dulcíssimo, esperando que até à avidez da última gota, transformasse o prazer sublime em mera efemeridade, afinal. Embriagado pela bebida-desejo, absorto no copo meio vazio, Brandindo no ar teu chicote Cossaco te foste, insinuando que Cronos, algum dia mais favorável seria. Mal consegui ver o teu olhar de soslaio , enquanto a sina me fingias ler, contendo um sorriso trocista... Abandonado, assim, a Tanatos fiquei... Esperando o dia em que Eros se insinuasse, insuflando no vítrio recipiente alguma alquimia própria de dias de configuração astral mais favorável a tão irreverentes amores... Ironia divina, lição irreplegível: quando a esmola se alarga, o pobre insiste em confiar... pois, por tanto assim sempre confiar, de pobre nao mais passará... e de tudo o mesmo podemos dizer, no que em tudo à vida diz respeito... labios, seios, sexos, beijos, êxtases, silêncios, sussurros... efemeridade, imponderabilidade... existência, inexistência, verdade, mentira... e tudo e todos à distância de um simples click, quase nunca acreditando que a mão que nos toca, pode não pertencer ao mesmo corpo dos lábios que nos incendeiam. E quem diz a distância de um click do mesmo se diz da distância de cinco mil quilómetros, medidos do oeste ao este... ou, vice-versa!!!! Ironia divina? Não!, pois Deus, sempre o soubemos, escreve direito por linhas tortas! Ironia humana! pois a mão humana, se assim o deseja, sempre escreverá torto por direitas linhas... Jogo de toca e foge, sorriso de alquimista, cartomantes de papelão, budas de lata e cordel...