Pedindo, licença baixinho, "like me :)", qual pinguim solitário, foste insinuando, num crescendo insistente e incontornável, a tua beleza inigualável.
Vieram promessas de amores proibidos, em lugares para lá da realidade plausível.
Noites de insónia, de fascínio, de embriaguês de desejos incontidos e inconfessáveis.
No jogo erotizado da cabra-cega, acendendo o rastilho de fogo-de-artifício multicolor, levavas-me, sorrindo, pela mão, fazendo-me desviar dos obstáculos que o caminho nos trazia, alimentando a minha sensação de segurança: nada de lugares escusos, nada de inconfidências temerárias, simples e naturalmente,no silêncio febril, serviste-me o teu corpo, em elegante taça de licor dulcíssimo, esperando que até à avidez da última gota, transformasse o prazer sublime em mera efemeridade, afinal.
Embriagado pela bebida-desejo, absorto no copo meio vazio, Brandindo no ar teu chicote Cossaco te foste, insinuando que Cronos, algum dia mais favorável seria.
Mal consegui ver o teu olhar de soslaio , enquanto a sina me fingias ler, contendo um sorriso trocista...
Abandonado, assim, a Tanatos fiquei...
Esperando o dia em que Eros se insinuasse, insuflando no vítrio recipiente alguma alquimia própria de dias de configuração astral mais favorável a tão irreverentes amores...
Ironia divina, lição irreplegível: quando a esmola se alarga, o pobre insiste em confiar... pois, por tanto assim sempre confiar, de pobre nao mais passará... e de tudo o mesmo podemos dizer, no que em tudo à vida diz respeito...
labios, seios, sexos, beijos, êxtases, silêncios, sussurros... efemeridade, imponderabilidade... existência, inexistência, verdade, mentira... e tudo e todos à distância de um simples click, quase nunca acreditando que a mão que nos toca, pode não pertencer ao mesmo corpo dos lábios que nos incendeiam. E quem diz a distância de um click do mesmo se diz da distância de cinco mil quilómetros, medidos do oeste ao este... ou, vice-versa!!!!
Ironia divina? Não!, pois Deus, sempre o soubemos, escreve direito por linhas tortas!
Ironia humana! pois a mão humana, se assim o deseja, sempre escreverá torto por direitas linhas...
Jogo de toca e foge, sorriso de alquimista, cartomantes de papelão, budas de lata e cordel...
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