Vieste com o vento
fascínio de poema esquecido,
atravessas o corpo
e o pensamento.
Milagre mudo.
sorris
e algo em mim, já velho e conformado,
renova o olhar.
Nada prometes,
talvez por isso,
deste-me tudo:
poder sentir, ainda.
A minha alma dança, contigo.
no silêncio onde te penso,
rimos sem culpa,
damos as mãos sem medo.
O som do teu nome,
doce como a brisa morna
na minha boca
é talvez esse o amor maior.
Acendeste algo sem tocar.
Amo o que és em mim:
essa parte esquecida
que renasceu ao ouvir-te chegar.
Obrigado por existires
tal como és:
vento no rosto
de um homem cansado.