Jun 14, 2007

arte educação

Sócrates, ao que dizem, personagem inventada por Platão, terá afirmado, há dois mil e quinhentos anos: "Eu só sei que nada sei". E eu, que nada sei, dois mil e quinhentos anos , uns quantos meses e algumas horas, depois daquela célebre elocubração, apenas sei que nem daqui a dois mil e quinhentos segundos, quanto mais daqui a dois mil e quinhentos anos alguém imaginará o que quer que seja que eu possa ter dito ou mesmo escrito. Não tenho qualquer pretensão, aliás, por demais ridícula, de querer tirar do respeitável pódio do conhecimento humano, tão vetusto filósofo. Nem este, nem outro qualquer, evidentemente.
Mas o que aqui me trouxe não foi qualquer discussão sobre pódios. Antes, sim, a constatação que há mais de dois mil e quinhentos anos a arte e a sua educação e a influência de ambas na construção social é discutida. E esta discussão, com o passar dos tempos e com a supremacia desta ou daquela forma de ver, ora pende para uma visão mais platónico-dionisíaca, ora para uma visão mais aristotélico-apolínea. E, independentemente, do pendor mais emocional ou mais racional, se é que ainda faz sentido esta dicotomia inventada pelos positivistas, o certo é que ninguém nega a importância da arte na sociedade, também poucos têm coragem de negar explicitamente o papel da arte na educação, uns quantos visionários negarão, certamente, o papel da educação artística na educação/construção de conhecimento.
Importa, por isso, fazer um esforço de esclarecimento: (a cont.)