Mar 11, 2007
anapigmalião
Vi-a, de relance, quase pelo canto do olho, andar feminil a dobrar ligeira aquela esquina. No ar, restou o perfume suave, que acabou por se instalar em local mais ou menos recôndito do meu cérebro, lá para as bandas do giro cingulado, sem que eu fizesse o menor esforço para o reter. Aliás, também não fiz qualquer esforço para me desembaraçar da sua memória (dela e do perfume)... Andou por ali uns tempos despreocupada e dengosa, ligeiramente cheirosa... numa petit dance quase voluptuosa... continuei a subir a ladeira feita escada, cheguei ao topo encontrei uma esplanada... sentei-me, pedi uma água e fiquei a olhar para coisa nenhuma... bom, enfim, pensando melhor fiquei a olhar para a parede velha que ficava mesmo em frente... bebendo da água e olhando para a parede com mais atenção descobri uma nesga que aumentava ao meu olhar curioso... ao longe vi-a, de mármore feita, num pedestal... só não sei se, ainda, cheirava...
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