
Bourdieu propõe-nos uma separação do "artístico" e do "estético", permitindo-nos afirmar a universalidade potencial da arte, pluralizando-a como campo específico de actividades em função de sua aplicabilidade intercultural. O fundamento para o cruzamento entre arte e estética na moderna sociedade ocidental reside na imanência da arte face à transcendência da estética. A questão do cruzamento, reside na especificidade da estética como categoria estritamente ideológica, desempenhando, portanto, uma tarefa de legitimação ou reconhecimento social do objecto artístico, contribuindo para a construção social desse objecto são também, e sobretudo, contribuições à construção social da própria realidade desse objecto, logo, das condições teóricas e práticas de sua existência. Como sistema técnico, a arte é orientada para as consequências sociais resultantes da produção desses objectos. O poder dos objectos artísticos provém dos processos técnicos que eles próprios encorporam. O encantamento da tecnologia é a magia de preparar coisas, o poder que os processos técnicos têm de lançar uma magia sobre os agentes para que possam experimentar com fascínio a realidade envolvente.
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