Aristóteles vê na arte um poderoso meio de educação, o mundo sensível que a arte imita, não é Como nos diz Immanuel Kant (1724-1804), independentemente da forma como um conhecimento se possa referir aos objectos, é através da intuição que se relaciona com estes, servindo o pensamento de meio para atingir tal fim. A intuição apenas acontece “se o objecto afectar o espírito de certa maneira”, isto é, se a significação do objecto for pertinente para o observador, encontrando, esta significação, porventura eco no conceito de simpatia delineado por Scheler (1874 – 1928), “a fusão emotiva do homem com o cosmo”. Daí a necessidade de encontrar uma mediação entre ordem e desordem, reduzindo a casualidade dos fenómenos que surgem em determinado campo de investigação, de modo a encontrar a constância que mostre as suas relações recíprocas e permita a sua explicação e provável previsão. Foram importantes também a interpretação que Martin Heidegger fez da obra de Friedrich Nietzsche, bem como as leituras estruturalistas tanto de Freud como de Marx. Dado que, Marx privilegia a questão do poder e Freud dá prioridade à ideia de desejo, por seu lado Nietzsche é um filósofo que não dá a primazia a nenhum destes conceitos em detrimento do outro, oferecendo, do ponto de vista filosófico, uma saída que combina poder e desejo. O humanismo tendia, como um motivo central do pensamento liberal europeu, a colocar o "sujeito" no centro da análise e da teoria, vendo-o como a origem e a fonte do pensamento e da acção, enquanto que, pelo menos algumas leituras do estruturalismo, viam os sujeitos como simples portadores de estruturas. Os pós-estruturalistas continuam, de formas variadas, a sustentar essa compreensão estruturalista do sujeito, concebendo-o, em termos relacionais, como um elemento governado por estruturas e sistemas, continuando a questionar também as diversas construções filosóficas do sujeito: o sujeito cartesiano-kantiano, o sujeito hegeliano e fenomenológico, o sujeito do existencialismo, o sujeito colectivo marxista.
Feb 6, 2010
estruturas
Aristóteles vê na arte um poderoso meio de educação, o mundo sensível que a arte imita, não é Como nos diz Immanuel Kant (1724-1804), independentemente da forma como um conhecimento se possa referir aos objectos, é através da intuição que se relaciona com estes, servindo o pensamento de meio para atingir tal fim. A intuição apenas acontece “se o objecto afectar o espírito de certa maneira”, isto é, se a significação do objecto for pertinente para o observador, encontrando, esta significação, porventura eco no conceito de simpatia delineado por Scheler (1874 – 1928), “a fusão emotiva do homem com o cosmo”. Daí a necessidade de encontrar uma mediação entre ordem e desordem, reduzindo a casualidade dos fenómenos que surgem em determinado campo de investigação, de modo a encontrar a constância que mostre as suas relações recíprocas e permita a sua explicação e provável previsão. Foram importantes também a interpretação que Martin Heidegger fez da obra de Friedrich Nietzsche, bem como as leituras estruturalistas tanto de Freud como de Marx. Dado que, Marx privilegia a questão do poder e Freud dá prioridade à ideia de desejo, por seu lado Nietzsche é um filósofo que não dá a primazia a nenhum destes conceitos em detrimento do outro, oferecendo, do ponto de vista filosófico, uma saída que combina poder e desejo. O humanismo tendia, como um motivo central do pensamento liberal europeu, a colocar o "sujeito" no centro da análise e da teoria, vendo-o como a origem e a fonte do pensamento e da acção, enquanto que, pelo menos algumas leituras do estruturalismo, viam os sujeitos como simples portadores de estruturas. Os pós-estruturalistas continuam, de formas variadas, a sustentar essa compreensão estruturalista do sujeito, concebendo-o, em termos relacionais, como um elemento governado por estruturas e sistemas, continuando a questionar também as diversas construções filosóficas do sujeito: o sujeito cartesiano-kantiano, o sujeito hegeliano e fenomenológico, o sujeito do existencialismo, o sujeito colectivo marxista.
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