Não penses que esqueço.
Sobretudo não esqueço a véspera.
Sobretudo não esqueço o último abraço entre alucinações e lágrimas.
Mas também lembro as passeatas trágico-cómico-patéticas, catitas quase, pelos corredores labirínticos a empurrarmos aquela panfernália toda, num quase mistério gozozo de passeio de fim de tarde, de braço dado... conversa quase de circunstância e sorriso cúmplice...
Como lembrança doce da esperança infundada, afinal, deixava-te descansar os pés sobre os meus, após espera infinda em que já não tinhas posição...
No último dia de tanto doer, provavelmente, já lá não estavas...
partiste de rosto crispado e dentes rilhados!!!!!!!!!!!
Não penses que esqueço!
Agora, como há dez anos, descansa em paz.
Até, talvez, um dia...
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